

BRASÍLIA – Em um revés político sem precedentes para o Palácio do Planalto, o Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Com um placar de 42 votos contrários, 34 a favor e uma abstenção, esta é a primeira vez que a Casa revisora barra um nome indicado pelo presidente Lula para a Corte, expondo uma fragilidade articulatória do governo e o fortalecimento da oposição no horizonte de 2026.
A rejeição de Messias, atual Advogado-Geral da União e nome de extrema confiança do presidente, envia um recado amargo ao Executivo. O resultado demonstra que a base governista no Senado não possui mais a blindagem necessária para pautas de alto impacto, sinalizando que a ala conservadora e de oposição está disposta a medir forças de maneira agressiva antes do próximo pleito geral.
A repercussão da indicação — e agora da rejeição — de Jorge Messias não ficou restrita aos corredores de Brasília e ecoou com força na Câmara Municipal de Colatina. Recentemente, o plenário da Casa foi palco de um embate acalorado durante a votação de uma moção de repúdio contra a indicação feita por Lula.
O requerimento, no entanto, foi aprovado mesmo com os votos contrários de parlamentares influentes. Entre os que barraram a moção estão:
Jolimar Barbosa ( Vice Presidente )
John Lennon
Claudinei (membro da Mesa Diretora)
Os vereadores justificaram o posicionamento argumentando que o assunto era "irrelevante" para as atribuições do Legislativo municipal. Em tom de desdém à figura do indicado, alguns parlamentares chegaram a afirmar que desconheciam quem era o advogado Jorge Messias, minimizando a importância de se debater nomes do alto escalão federal dentro da câmara colatinense.
Para analistas políticos locais, o voto dos vereadores de Colatina reflete uma tentativa de "blindar" a pauta municipal de ideologias nacionais, mas a rejeição ocorrida hoje no Senado coloca esses parlamentares em uma saia justa diante de um eleitorado cada vez mais polarizado.
Enquanto a Câmara de Colatina tentou tratar o nome de Messias como uma figura desconhecida ou irrelevante, o Senado Federal provou o contrário, tratando-o como o epicentro de uma derrota política que pode ditar o ritmo das alianças no Espírito Santo para 2026.