

Por redação
O papel do jornalismo independente sempre foi, e continuará sendo, o de jogar luz sobre os bastidores do poder e fiscalizar a aplicação do dinheiro público. No entanto, quando os dados revelados incomodam quem orbitava as benesses do funcionalismo público, a reação costuma vir da forma mais previsível — e rasteira — possível: a tentativa de desqualificar o mensageiro para desviar o foco da mensagem.
Recentemente, este veículo revelou o montante expressivo de R$ 23 milhões que a atual gestão municipal teve que desembolsar apenas para amortizar a dívida pública. O valor é decorrente de empréstimos contraídos pela antiga gestão, sob o comando do ex-prefeito Guerino Balestrassi. O próprio atual prefeito, em evento público recente, fez questão de detalhar a situação, criticando duramente as altas taxas de juros atreladas a esse endividamento herdado.
A resposta a essa divulgação, contudo, não veio por meio de dados técnicos ou justificativas aceitáveis, mas sim através de um ataque velado e sorrateiro orquestrado por um aliado de primeira hora do ex-gestor.
O indivíduo em questão, conhecido por atuar nas sombras da política local, buscou desmerecer publicamente o papel do jornalista que acompanha de perto os bastidores da política. O que ele tentou omitir, mas que os bastidores revelam, é o forte elo que ele próprio mantém com as engrenagens do poder.
Para entender o nervosismo do aliado do ex-prefeito, é preciso puxar o fio do histórico de sua atuação profissional:
O cabide de empregos terceirizado: Este indivíduo havia sido indicado politicamente para atuar em uma empresa terceirizada que prestava serviços para a prefeitura.
A dispensa com a nova gestão: Após a eleição e a posse do atual prefeito, a administração municipal encerrou o contrato com essa prestadora de serviços, o que resultou na dispensa imediata do funcionário apadrinhado.
O novo "abrigo" milionário: Coincidência ou não, logo após perder o espaço na máquina municipal, ele foi contratado por outra empresa. Embora seja uma instituição com credibilidade no mercado, ela é detentora de contratos milionários com o governo do estado.
Em uma clara e desesperada manobra para silenciar o trabalho jornalístico e desviar a atenção do impacto financeiro deixado pela antiga gestão, o sujeito publicou processos judiciais de cobranças contra este profissional, em uma tentativa mesquinha de desqualificação. É a velha tática de tentar expor a vida pessoal de quem relata os fatos para não ter que explicar os atos públicos de seus aliados.
Nota do jornalista: Se o objetivo era o recuo, a intimidação falhou. Não vou me curvar a essa corja que age de modo sorrateiro, utilizando-se de ataques pessoais como ferramenta para tentar a perpetuação no poder.
A tentativa de calar a imprensa apenas acendeu um alerta ainda maior sobre o tamanho dessas conexões e interesses. Diante dos fatos, assumimos aqui o compromisso público: vamos apurar a fundo esses contratos milionários e a ligação real desse atual funcionário com as lideranças políticas locais e estaduais.
A engrenagem que sustenta essa velha política está exposta, e o jornalismo continuará cumprindo o seu papel.