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Voto de Traição? Eleitor de Colatina Vigia Vereadores que Priorizam Interesses Próprios

A Vergonhosa Noite de Votação na Câmara de Colatina

Redação
Por: Redação
12/05/2026 às 11h05 Atualizada em 12/05/2026 às 11h34
Voto de Traição? Eleitor de Colatina Vigia Vereadores que Priorizam Interesses Próprios

Entre o Próprio Bolso e a Omissão de Cobrar o Governo do Estado: A Miopia Prioritária da Câmara de Colatina

COLATINA – O cenário político colatinense amanheceu sob o signo da indignação nesta terça-feira. Após a votação relâmpago que garantiu o reajuste automático e generoso das diárias parlamentares, o sentimento nas ruas é de uma profunda desconexão entre o eleitor e seus representantes. No entanto, o recado é claro: o colatinense não pode desanimar. Embora a renovação de um terço da Casa não tenha sido suficiente para frear a fome por benefícios próprios, o eleitor fez a sua parte nas urnas e, agora, mantém o olhar vigilante.

A votação de ontem foi, para dizer o mínimo, vergonhosa. Não apenas pelo mérito do aumento em si, mas pela forma covarde com que o Projeto de Resolução foi conduzido. Apresentar uma matéria que mexe com o dinheiro público na "última hora", sob o manto da urgência e fugindo do debate franco com a sociedade, demonstra que os proponentes têm plena ciência de que a medida é indefensável diante da realidade do município. Qual é a urgência real em aumentar diárias enquanto a cidade sangra em áreas vitais?

O Silêncio Ensurdecedor sobre o Bairro Maria das Graças

Enquanto os vereadores se articulavam para garantir que suas futuras viagens tenham o conforto do VRTE indexado, uma crise na saúde local passava em branco no plenário. No bairro Maria das Graças, uma clínica que realizava o atendimento de pacientes em tratamento de varizes teve suas atividades suspensas, deixando dezenas de colatinenses desamparados.

Informações preliminares — que nossa redação ainda tenta confirmar oficialmente — sugerem que o Governo do Estado não teria renovado o contrato de prestação de serviços. No entanto, o que mais assusta não é apenas a possível burocracia estatal, mas o silêncio dos "nobres" parlamentares. Nenhuma palavra foi dita, nenhum requerimento de urgência foi apresentado para cobrar explicações sobre a interrupção do tratamento desses pacientes. Para a maioria da Câmara, o valor da diária em Brasília ou Vitória pareceu muito mais urgente do que a saúde de quem vive no Maria das Graças.

O Troco Virá nas Urnas

A intenção da maioria ficou clara: o "eu" vem antes do "nós". Mas os parlamentares que ontem celebraram a vitória de seus interesses particulares fariam bem em não subestimar a memória do povo. Estamos em ano eleitoral, e o eleitor está atento.

Aqueles que votaram a favor desse privilégio em detrimento das necessidades básicas da população em breve estarão batendo às portas das comunidades, pedindo votos para seus deputados e governadores aliados. O colatinense, que agora vê o contraste entre a agilidade para o próprio benefício e a lerdeza para defender a saúde pública, certamente saberá diferenciar quem trabalha pela cidade de quem trabalha pelo próprio bolso.

A renovação da Câmara começou nas urnas, mas o processo de depuração política é contínuo e se faz com vigilância diária. O voto de representação não pode ser uma carta branca para o egoísmo legislativo. Colatina merece — e exige — mais.

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